quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Chegada em Floripa

Florianópolis, já a primeira vista é uma bela cidade. Aparentemente mais limpa, mais organizada e mais aguada, ou melhor, cercado por praias e rios por todos os lados (some-se a isto a chuva que nos acolheu em nossa chegada). Aportamos em Ponta das Canas, uma “vila” que nos transporta automaticamente para outro ritmo (e outro idioma: o espanhol, resultado da invasão argentina buenosairense naquele lugar). Nada a dizer: as praias são realmente bonitas, o ambiente simpático, as noites tranqüilas... O que mais fizemos lá foram longas caminhadas, trilhas por entre pedras, mata, em direção a praias nas quais pouco parávamos.
O evento mais engraçado (e , infelizmente, pouco registrado) desta etapa foi a noite eu passamos em Canasvieiras, bairro da ilha igualmente tomado por argentinos. Em busca de um programa jovem eu e Yamamoto Karina nos aventuramos na noite praiana: dotadas de sandálias altas e roupas veranistas, aportamos numa rua com algumas casas noturnas, entre elas, a fatídica “ilhéus”! Um pouco desinformadas, um pouco desencadas, recebemos um convite para a dita-cuja casa noturna e tomamos posto num bar próximo para esperarmos um bom horário de entrada (por algum motivo era mais ou menos meia-noite, mas a “balada” só começaria por volta da 1h30). Pontualmente neste horário a rua começou a se entupir: mullets surgiam de todos os lados, com todas as cores e designs... ah! Mullet é o estilo tipicamente buenosairense de cortar (ou não) os cabelos. Era possível distinguir à quilômetros (isso se eu estivesse de óculos, claro) um argentino de um brasileiro... e o que mais nos assustou foi que NÃO HAVIA NENHUM BRASILEIRO ALI! Ou melhor, nenhum não que é exagero inverossímel, brasileiros haviam cerca de 02 seguranças e alguns garçons – SÓ! (agora não é exagero). Posso dizer que, entre os pensamentos que me prenderam aquela noite este foi o mais exasperante: nenhuam brasileiro frequentava aquele lugar a noite (por favor, se vc estava lá, ou conhece algum amigo brasileiro que estava, manifeste-se!) Aquecidas, entramos no “Ilhéus” por volta das 3h da manhã... mas para deixar mais engraçado o que já não estava pouco, combinamos uma pequena.... como dizer....encenação. Durante toda a noite fiz o papel de italiana que está no Brasil a estudo e a Karina, bem, ela dava sustentação a essa cena. Se o argumento parece absurdo, a situação foi muito mais: nenhuma pessoa descreu (esse verbo existe?) da nossa cena. Putz! Sustentei até as 6h da manhã a figura da gringa européia e, olha, cansa! A coisa rendeu tantas risadas que foi retomada no dia seguinte... Mas esta já é um outro mico!

Curitiba

O sol que nasce...

Yamamoto Karina na pilha...


e eu inchada e morrendo de sono... BUH!!!!

Viajar pode significar sempre mais do que sair do lugar ao qual se está habituado... viajar às vezes pode ter o efeito de te tirar um pouco de você mesmo para que você permita mudar. Acho que é por isso que, depois de uma grande viagem, mesmo sem querer, a gente muda. Uma vez li num livro que o Homem tem a necessidade de ir para lugares com uma grande imensidão para relembrar a imensidão que tem dentro de si mesmo. Esses lugares que vi foram a demonstração disto.
Rumo ao Sul, paramos em Curitiba, quase uma escala de algumas horas. Era umas 6 da manhã e aproveitamos para conhecer o Jardim Botânico. Talvez não seja assim uma grande novidade deparar-se com plantas bem ornamentadas e uma estrutura metálica branca que funciona como estufa... talvez os olhos estejam muito nublados para perceber o ninho de ar puro em meio a uma grande cidade como algo surpreendente... talvez em são Paulo tenhamos coisas parecidas... fato está que a beleza “leggera”, a leveza sutil das pequenas coisas me capturou naqueles poucos instantes... Inebriada pela condição viajante, deixei-me seduzir pelos pequenos cuidados e detalhamentos daquele espaço... Que prazer não dormir para perceber os pequenos fluxos de luz em meio ao jardim da princesa... talvez o jardim botânico não seja único, mas é ele o responsável pela incrível quantidade de reticências deste texto.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

as aventuras de uma urban girl inexperiente no interior

Pois bem...
Relatos de férias aí vamos nós!
Parte 01: fim de ano na praia - mongaguá
essa eu não vou contar não! a maioria das pessoas já passou o fim de ano na praia ou já ouviu falar, logo...

parte 02: visitando os parentes - ourinhos
peguei o ônibus na barra funda para 06 horas de viagem rumo ao sudoeste de sp. desembarco em ourinhos ás 21h40 e encontro tia, prima e primo na rodoviária. há 12 anos (pelo menos) que eu não pisava naquela cidade e trodas as lembranças que eu pensava ter daquele lugar se desolveram com um rápido passeio pela cidade. Depois de um jantar "caipira" vou até a casa dos outros tios, onde a conversa rola solta até ás 2h da manhã. Não sou a única parente que aproveitou as férias para colocar os laços sanguíneos em dia... uma turma de 12 pessoas já está hospedada lá...
Pela manhã, sons de galo na janela e cachorro cuidando das motos que não param de passar. A terra vermelha logo tinge os meus pés e meu nariz desacostumado não percebe bem que o que respira é ar mais limpo. Sair para passear faz os ombros arderem logo nos primeiros minutos. O sol castiga, mas não soa. O destino da caminhada é a antiga casa de meu avô , já falecido, mas fresco na minha memória de criança de 08 anos. Vejo o portãozinho de madeira pintada meio quebrado, a mangueira esplendorosa no quintal, e as flores tão adoradas por minha avó. Minha memória traz cheiros e risadas altas de uma conviv~encia que foi mesmo muito pouca. Acredito que via meus avós apenas 01 vez a cada 02 ou 03 anos... quem sabe mais. Eles se foram quando eu era ainda muito nova: minha vó primeiro e depois meu avô. Mas, mesmo sem a grande intimidade, olho aquela casa e tento descobrir o que dela existe em mim; onde aquela terra vermelha do interior se grudou na minha pele e o que de meu temperamento tem origens naquele lugar... penso e não descubro, apenas prescinto.
Depois, voltar pra casa de moto táxi. Sou mesmo uma urbana esterrada em asfalto.... onde eu ponho as mãos quando andar de moto? será que tenho que segurar nos ombros de alguém que eu não conheço... assumo a dúvida a minha tia que me indica: tem um ferrinho aqui do lado pra vc segurar, fia!
eu volto pra casa.
almoço gostoso no restaurante do centro e sorvete da "cristal"!
rodoviária pequena, o sol forte que esmaga os olhos e a espera do ônibus que me levará ao próximo ponto de minha viagem: Assis.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A todos um ótimo fim de ano!!!!

Depois de muito peru e muita uva passa é hora de jogar fora as tralhas, papéis, recados, anotações e raivas que acumulamos durante este ano... eu pessoaalmente, interesso-me muito pelo ano novo... acho que ainda é um dos poucos momentos em que centenas de milhares de pessoas pensam, ao mesmo tempo, no naascimento de uma nova chance... é um momento em que muitos pensamentos bons se unem, e acho que isso facilita de verdade a realização dos pedidos feitos ás 12h...
Por isso, aproveitemos essa grande conjunção pra iumaginar no que o nosso ano será melhor!!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Foi ontem!!!!!!




quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Quase um mês sem escrever...

Poxa, da última postagem até hoje faz tempo... Não é que a necessidade de escrever tenha desaparecido, mas é que ela está direcionada. Vou me formar, e ainda estou sentindo se isto tem um peso ou não! Mas estou com a cabea virada, mesmo, mesmo nesse trabalho... Então essa postagem é quase uma "redirecionagem" rsrsrsrsrsrs.
Vou indicar dois blogs que talvez tenham uma frequencia melhor que este que vos fala (mas será por pouco tempo:
http://emestagioembrionario.blogspot.com/
Neste, o diretor brasileiro na Alemanha M.Veloso (ele faz teatro, mas é meu amigo...rsrsrsr) publica o diário de um performer solitário. 5 estrelinhas...
http://grupo-skalab.zip.net/
Esse aqui é o blog do grupo de teatro iniciação que estou coordenando (e que além de tudo é alvo da minha monografia). Ai, a idéia de abrir um blog foi DELES!!!! A tia Paula ficou tão orgulhosa!!!!!!rs Entrá lá! Tem foto, vídeo, e pessoas responsáveis que o atualizarão com frequência!!!!!!rsrsrrsrsrsrs

A me.... a me non me cabe la culpa!!!!!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

domingo, 23 de setembro de 2007

frase de peter brook

“A única coisa que pode ajudar-nos é o sentido do presente. Sentir que o momento presente está cercado de modo especialmente intenso e que as condições são favoráveis ao sphota, essse ‘ relâmpago’ que surge no momento do som certo, do gesto certo, do olhar certo, da troca certa.” (p. 63)
retirada do livro O diabo e o aborrecimento.

sábado, 22 de setembro de 2007

quando vc descobre isso, vc pensa em quê?


Espreitando a morte
Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzerde foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro. A figura esquelética de uma pequena menina, totalmentedesnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota. Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007